Programação atual

Guerras do Alecrim e Mangerona


ALCOBAÇA | Cine-Teatro d'Oliva Monteiro (Cistermúsica) | 28 jul 2018 | 21:00
OEIRAS | Pátio do Palácio do Marquês de Pombal | 29 jul 2018 | 21:00

2º MANOBRAS - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas:

POMBAL
 | Teatro-Cine de Pombal | 14 out 2018 | 16:00
TOMAR | Cineteatro Paraíso | 19 out 2018 | 21:30 
PALMELA | Cine-teatro S. João | 20 out 2018 | 21:30 
ABRANTES | Local a anunciar | 21 out 2018 | 21:00

SINOPSE

Guerras do Alecrim e Mangerona, de António José da Silva, foi representada pela primeira vez no Teatro do Bairro Alto, no carnaval de 1737, com música de António Teixeira e com recurso a marionetas. Obra central deste dramaturgo português, as Guerras do Alecrim e Mangerona são herdeiras de uma tradição do teatro Ibérico, que tinha nesta época muita presença nos pátios de comédia da cidade de Lisboa. É deste mundo que emana a sátira social recorrendo a arquétipos de personagens como criados, baixa nobreza com suas aspirações a riqueza e estatuto, médicos e juízes. No entanto, a indicação de que esta se trata de uma “Ópera Joco-Séria” por parte do seu autor, põe-na já em relação com a nova corrente da Ópera Italiana que se ia introduzindo nos teatros da Corte. É, assim, não apenas uma comédia de crítica social, mas também uma crítica aos novos padrões de teatro.

O enredo está cheio de enganos e confusões que, em conjunto com os diferentes caracteres das personagens, gera a comicidade. Assim, temos dois caça-dotes, D. Gilvaz e D. Fuas, que se cruzam na rua com duas irmãs, D. Cloris e D. Nize, e logo se declaram interessados em conquistá-las. Ambas se declaram pertencentes a dois ranchos rivais, o do Alecrim e o da Mangerona, estabelecendo-se assim a rivalidade entre os dois rapazes pela conquista das suas amadas. Eles fazem-se acompanhar por Semicúpio, ardiloso criado de D. Gilvaz, que se enamora logo por Sevadilha, criada das duas irmãs. 

Logo descobrem que D. Cloris e D. Nize são sobrinhas de D. Lancerote, velho rico, que pretende casar uma delas com seu sobrinho D. Tibúrcio, constituindo assim o principal entrave aos seus planos. Semicúpio, com seu engenho e tramoias vai ajudar D. Gilvaz na sua conquista, criando maneiras de o introduzir em casa de D. Cloris. Por seu lado, D. Fuas será ajudado por Fagundes, velha criada de D. Lancerote.

Várias vão sendo as tentativas por parte de Semicúpio e Fagundes (com a conivência de Sevadilha) de juntar os dois casais e de promover o encontro em casa delas sem que o velho tio saiba. Há entradas dentro de caixas que parecem assombradas, vestem-se os rapazes de mulheres, de médicos e até de juiz, para tudo terminar em vitória final, ordenando o “juiz” Semicúpio que se casem D. Gilvaz com D. Cloris, D. Fuas com D.Nize e ele próprio, Semicúpio, com Sevadilha, pondo assim fim às guerras entre o rancho do Alecrim e o da Mangerona.

FICHA ARTÍSTICA
Encenação / Adaptação Carlos Antunes
Direção de manipulação José Manuel Valbom Gil
Direção Musical Marcos Magalhães 
Desenho de luz Rui Monteiro
Assistente de encenação Margarida Antunes

Elenco
Dom Fuas - André Lacerda (tenor)
Tibúrcio - António Machado (ator)
Fagundes - Carla Vasconcelos (atriz)
Dona Cloris - Joana Seara (soprano)
Semicúpio - João Fernandes (baixo)
Dona Nize - Luísa Cruz (atriz/mezzo-soprano)
Dom Gil Vaz - Marco Alves dos Santos (tenor)
Sevadilha - Susana Gaspar (soprano)
Lancerote - Tiago Mota (baixo)
Marionetistas José Manuel Valbom Gil, Natacha Costa Pereira, Ricardo Barceló

S.A. Marionetas
Construção de Marionetas Natacha Costa Pereira, José Manuel Valbom Gil, Sofia Olivença Vinagre
Figurinos das marionetas Sofia Olivença Vinagre
Costura Birinha Lopes e Maria Luísa
Pintura de Cenários Natacha Costa Pereira
Estruturas cénicas José Manuel Valbom Gil
Apoio à produção S.A. Marionetas – Teatro e Bonecos

Os Músicos do Tejo
Direção Marcos Magalhães e Marta Araújo
Direção musical Marcos Magalhães

Edição e reconstrução da partitura Márcio Páscoa (cedida para uso exclusivo d'Os Músicos do Tejo)

Orquestra 
Violinos – Sara Llano (concertino), Álvaro Pinto, Romeu Madeira, Lígia Vareiro, Rui Cristão
Viola – Pedro Braga Falcão, Lúcio Studer
Violoncelos – Ana Raquel Pinheiro, Pedro Massarrão
Contrabaixos – Pedro Wallenstein, Vicente Magalhães
Oboé – Jacobo Dias
Trompas – Paulo Guerreiro, Jerôme Arnouf
Cravo – Marta Araújo

Assistência à produção da orquestra Joana Ramos
Edição e reconstrução da partitura (cedida para uso exclusivo d’Os Músicos do Tejo) Márcio Páscoa

Agradecimentos: CESEM, Prof. Manuel Pedro Ferreira, David Cranmer, Biblioteca Nacional de Portugal, oficina de cultura

Coprodução Cistermúsica e Artemrede
Financiamento Programa Operacional Centro 2020

Classificação etária M/6
Duração 180' (com intervalo)

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