MEIO no MEIO

A cidade de Santander, em Espanha, acolhe em outubro a quarta reunião do projeto europeu Be SpectACTive! O programa do encontro inclui uma formação para os community managers do projeto, na qual participarão os programadores-mediadores dos Associados da Artemrede que integram o projeto: João Proença (Cine-teatro Municipal João Mota, Sesimbra), Cláudia Matos (Biblioteca de Marvila, Lisboa) e Sónia Fernandes (Teatro-Cine de Pombal).

Esta reunião acontece ainda em paralelo com a estreia, a 18 de outubro, da primeira coprodução internacional do projeto, The Other Map, do duo Marc Rodrigo e María Stoyanova.

The Other Map é um projeto de teatro participativo sob a forma de um tour turístico, um mapa não oficial que apresenta caminhos alternativos. A apresentação em Santander é o resultado de quatro residências artísticas em instituições que, tal como a Artemrede, são parceiras deste projeto apoiado pelo programa Europa Criativa:

Domino - Zagreb, Croácia (junho 2019)
Occitanie en Scène - Toulouse, França (junho 2019)
Plesni Teater - Liubliana, Eslovénia (agosto 2019)
Café de las Artes Teatro - Santander, Espanha (outubro 2019)

Depois de Santander, as atividades do projeto Be SpecACTive! continuam em novembro com o European Spectators Day (16 novembro), um momento de debate presencial e virtual em torno do qual a Artemrede organiza a Semana Europeia do Espectador, com programação exclusivamente selecionada pelos Visionários (espectadores-programadores) de Lisboa, Pombal e Sesimbra.



Foto: residência artística de The Other Map, em Liubliana.

A partir de 15 de outubro terá lugar uma formação em música Hip Hop (Rap), no Centro de Experimentação Artística – CEA (Moita). Esta formação será dinamizada por Nuno Varela no âmbito do projeto Meio no Meio da Artemrede e destina-se a jovens entre os 16 e os 25 anos e a adultos com mais de 45.

Coordenado pela Artemrede, o projeto Meio no Meio é cofinanciado pelo Programa Partis (Práticas Artísticas para a Inclusão Social) da Fundação Calouste Gulbenkian e desenvolve-se em parceria com quatro municípios: Moita, Barreiro, Lisboa e Almada. 

Com direção artística do coreógrafo e bailarino Victor Hugo Pontes, o projeto aposta numa perspetiva intergeracional, proporcionando aos diversos participantes cinco formações em cinco áreas artísticas: dança, música hip hop, teatro, artes visuais e cinema. Numa fase posterior, acontecerá a criação de um espetáculo multidisciplinar a estrear em 2021 e que juntará, em palco, artistas profissionais e alguns dos participantes dessas formações.

O formador Nuno Varela é um dos impulsionadores do canal de Youtube Hip Hop Sou Eu (HHSE)Deste projeto, criado em 2007, nasceram várias outras iniciativas como um festival e uma editora. A HHSE é uma plataforma de divulgação deste género musical e esteve presente no início da carreira de muitos músicos que são, atualmente, nomes de referência no panorama nacional. 

Para mais informações, contactar o CEA pelo telefone 211 810 030 ou pelo email 

A instalação 12 Até ao Fim do Mundo, do cineasta e músico António-Pedro (Caótica), estreia 21 de setembro na Central da Confluência dos Rios, em Alcobaça, sendo exibida entre as 15h e as 19h, no âmbito do 3º Manobras - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.

Esta instalação site specific para cinco monitores é um alerta sobre o estado do planeta e sobre o seu fim, tendo como pano de fundo Dom Pedro e Dona Inês, sepultados no Mosteiro de Alcobaça e ansiosos pelo dia em que finalmente se reencontrarão.

António-Pedro realizou este projeto na cidade de Alcobaça a convite da Artemrede, dando sequência ao trabalho audiovisual desenvolvido noutras edições do festival Manobras para outros municípios associados que também acolhem o certame.

Em 2017, uma residência artística em Abrantes deu origem à curtametragem Ne Pas Couper - Tramagal. Em 2018, realizaram-se os projetos Levada Sem Fim, em Tomar, e Passeio a Sobral, em Sobral de Monte Agraço. Estes três projetos são reprogramados este ano.


Obras audiovisuais de António-Pedro a apresentar no 3º Festival Manobras:

NE PAS COUPER - TRAMAGAL
ABRANTES - Espaço Jovem
sábado 14 setembro
15:00 > 17:30 19:00 > 21:30
> em simultâneo com o espetáculo Guardar Segredo

12 ATÉ AO FIM DO MUNDO
ALCOBAÇA - Central de Confluência dos Rios - ESTREIA
sábado 21 setembro
15:00 > 19:00
> Em simultâneo com a instalação lúdica Friends of Crusoe (no Jardim do Amor)

PASSEIO A SOBRAL
SOBRAL DE MONTE AGRAÇO - Biblioteca Municipal
sábado 12 outubro
16:00
> depois do espetáculo Os Livros do Rei

LEVADA SEM FIM
TOMAR - Complexo Cultural da Levada

quarta 30 outubro
11:30
> depois do espetáculo Os Livros do Rei


O espetáculo para crianças Mininu, do músico e encenador Fernando Mota, tem estreia nacional em Alcobaça na próxima sexta, 20 de setembro, no âmbito do 3º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.

Obra de contornos musicais, Mininu é a história de uma viagem e de uma fuga, desde os campos de arroz e os tambores de mandinga de Gabu aos ritmos e da Guiné Conakry, passando por Moscovo, Bissau e Lisboa.

O espetáculo complementa-se com a oficina Di Mininus, na qual os participantes poderão tocar alguns instrumentos tradicionais e experimentais, criados para o espetáculo, para além de aprenderem canções nas línguas dos povos da Guiné.

Mininu é uma coprodução entre a Artemrede, CCB – Fábrica das Artes, Teatro Aveirense, Centro das Artes e do Espetáculo / Câmara Municipal de Sever do Vouga e São Luiz Teatro Municipal.



DATAS DE MININU E DI MININUS NO 3º FESTIVAL MANOBRAS

ALCOBAÇA - Cine-Teatro João d'Oliva Monteiro
sexta, 20 setembro

10:30 - espetáculo 
12:00 - oficina
Preço: 1 euro

TOMAR - Cineteatro Paraíso
sábado, 28 setembro

10:30 - espetáculo 
12:00 - oficina
Preço: 2 euros

POMBAL - Teatro-Cine
terça, 1 outubro
11:00 - espetáculo
14:30 - oficina
Entrada livre

PALMELA - Auditório Municipal Pinhal Novo
sábado, 12 outubro
16:00 - espetáculo
17:30 - oficina
Entrada livre


Imagem: Margarida Botelho e Mário Rainha Campos

 

O primeiro fim-de-semana do 3º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas é marcado por três espetáculos de rua.

Das Cinzas, da FIAR – Centro de Artes de rua, é o espetáculo de abertura do festival: Sexta, 13 de setembro, às 21.30, no Jardim da Várzea, em Pombal. Das Cinzas, que tem como pano de fundo os incêndios florestais e a ideia de renascimento simbolizada pela fénix, chega também ao Jardim do Mouchão, em Tomar, Domingo, 15 de setembro, às 16h.

O Teatro Só regressa ao Manobras com Sorriso. Este espetáculo de rua sobre a história de amor de um velho casal, apresenta-se em Tomar (Praça da República) Sábado, 14 de setembro, em dois horários: às 16h e às 21h30. No dia seguinte, é a vez de Sobral de Monte Agraço acolher o espetáculo na Praceta 25 abril às 16h.

Em 2017, a cia Amarelo Silvestre esteve no Manobras com Museu da Existência. Este ano regressa com Guardar Segredo, um conjunto de pequenas peças de teatro que acontecem dentro de um guarda-fatos e que têm um espectador de cada vez. Os guarda-fatos assentam arraiais na Praça Barão da Batalha, em Abrantes, sábado, 14 de setembro, entre as 15h e as 17h30 e entre as 19h e as 21h30.

Nesse mesmo horário, a dois passos da Praça Barão da Batalha, o Espaço Jovem exibe a curta-metragem Ne Pas Couper - Tramagal, de António-Pedro. Esta carta em formato cinematográfico ao "homem borboleta" Eduardo Duarte Ferreira foi produzida em 2017 durante uma residência de pesquisa no Tramagal.

Todas estas atividades são gratuitas.

Consulte aqui a programação completa do festival.


Foto - Sorriso - Peter Drews

Depois das formações em teatro e em cinema, é tempo da dança contemporânea ganhar destaque no projeto Meio no Meio. De 16 a 19 de setembro, o Auditório Municipal Augusto Cabrita recebe a formação para os participantes do projeto oriundos dos município do Barreiro e da Moita.

A formação é orientada pelo coreógrafo Victor Hugo Pontes, que assume também a direção artística do projeto.

Até ao final do ano, terão lugar mais formações noutras duas áreas artísticas: música hip-hop e artes visuais.

Meio no Meio é um projeto para a inclusão social através de práticas artísticas apoiado pelo programa PARTIS III da Fundação Calouste Gulbenkian.


As marionetas e as formas animadas cruzam-se com o teatro, as artes de rua e o audiovisual no 3º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, que arranca a 13 de setembro em Pombal com o espetáculo Das Cinzas, da FIAR, Centro de Artes de Rua.

Até 31 de outubro serão muitas as propostas - na sua maioria gratuitas e para vários públicos (infantil, jovem e adulto) - que chegam a 10 cidades: Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Pombal, Sobral de Monte Agraço e Tomar.

O 3º Manobras traz três companhias estrangeiras - Toc de Fusta, Figure Libre e Don Davel, oriundas de Espanha e de França – e uma seleção de reputados artistas e companhias nacionais: S.A. Marionetas, Teatro e Marionetas das Mandrágora, Radar 360º, Companhia da Chanca, Amarelo Silvestre, entre outros.

A transversalidade etária dos públicos do festival está bem patente nos dois espetáculos Mapa (Mapa – Contos e Cantos e Mapa – Estórias de Mundos Distantes), de Fernando Mota, dirigidos a crianças e a adultos. A população sénior também não é esquecida e ocupa, nesta edição, um lugar de destaque em Para Vós, um espetáculo de teatro participativo de Cláudia Andrade, que inclui um período de residência artística, no fim do qual levará ao palco sete idosas dos municípios de Abrantes, Alcobaça e Sobral de Monte Agraço.

O realizador António-Pedro (Caótica) dá continuidade aos seus projetos audiovisuais com 12 Até ao Fim do Mundo, uma vídeo-instalação produzida durante uma residência artística em Alcobaça. 12 Até ao Fim do Mundo é um alerta sobre o estado do Planeta e sobre o seu fim, tendo como pano de fundo Dom Pedro e Dona Inês, ansiosos pelo dia em que finalmente se reencontrarão. Para além de 12 Até ao Fim do Mundo, António-Pedro realizou três outros objetos audiovisuais (instalações e curtas-metragens), exibidos em Abrantes, Sobral de Monte Agraço e Tomar nas anteriores edições do festival. Ne Pas Couper – Tramagal, Levada Sem Fim e Passeio a Sobral são reprogramados este ano.

Em estreia absoluta, Mininu, de Fernando Mota, é um espetáculo para a infância com uma forte componente musical e que bebe inspiração nos sons e nos ritmos da Guiné.

Segundo Marta Martins, Diretora Executiva da Artemrede, esta é "uma edição que aposta na diversidade de propostas e que vai ainda mais além na criação de pontes entre diferentes géneros artísticos e os diferentes públicos deste vasto território da Artemrede".

A programação foi selecionada, continua Marta Martins, "através de um processo de debate que abrangeu, por um lado, a equipa da Artemrede e os seus programadores em cada município e, por outro, os grupos de Visionários (espectadores-programadores) que, em Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Pombal e Tomar, discutiram e decidiram as suas escolhas para as suas cidades".

Clique aqui para ficar a conhecer a programação completa do festival.


Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas é uma organização da Artemrede cofinanciada pelo Programa Operacional Centro 2020.

 

A Artemrede abriu uma convocatória destinada à submissão de projetos artísticos, que pretendam integrar a programação dos seus 16 municípios associados durante o ano de 2020 e no primeiro semestre de 2021.

De 5 de julho a 12 de agosto, artistas e companhias profissionais, nacionais e estrangeiras, podem submeter os seus projetos, os quais serão selecionados pelos programadores dos municípios da Artemrede e pelos respetivos grupos de Visionários (espectadores-programadores).

Cada entidade pode apresentar um total de quatro projetos. Serão considerados projetos de todas as áreas artísticas, nomeadamente espetáculos, oficinas e atividades de formação, exposições, sessões ou ciclos de cinema. No âmbito do Festival Manobras, que acontece todos os anos no outono, a Artemrede está particularmente (mas não exclusivamente) interessada em receber propostas nas seguintes áreas artísticas: artes de rua, marionetas e teatro de objetos.

A programação da Artemrede pode ser apresentada e desenvolvida em teatros, assim como noutros equipamentos culturais, em escolas, em espaços não convencionais ou na rua.

Calendário:
5 julho 2019 > 12 de agosto 2019 – envio de projetos
agosto 2019 > dezembro 2019 – 1ª fase de seleção de projetos
janeiro 2020 > abril 2020 – 2ª fase de seleção de projetos (Visionários)

A submissão de projetos faz-se exclusivamente online.


Clique aqui para submeter projetos de artistas e companhias nacionais.

Clique aqui para submeter projetos de artistas e companhias estrangeiras.

Finda a formação em teatro, que teve lugar no Barreiro, o projeto Meio no Meio avança com a formação em cinema, agora em Almada, ao longo de todo o mês de julho. Aberta a jovens entre os 16 e os 25 anos e a adultos com mais 45, a formação decorre nos Recreios Desportivos da Trafaria sob orientação do realizador Mário Ventura. Até ao final do ano, terão lugar mais formações noutras três áreas artísticas: dança, música hip hop e artes plásticas. Meio no Meio é um projeto para a inclusão através de práticas artísticas apoiado pelo programa PARTIS III da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Diretora Executiva da Artemrede Marta Martins será uma das oradoras da conferência Cultura, Território e Desenvolvimento, a realizar nos dias 11, 12 e 13 de julho, em Idanha-a-Velha. A conferência tem como mote uma discussão alargada sobre o papel da cultura no desenvolvimento dos territórios, tendo como pano de fundo a competição que se avizinha em Portugal para selecionar a Capital Europeia da Cultura 2027. 

No que respeita à programação em rede, Miguel Horta leva a oficina Caça-Texturas à Biblioteca de Marvila, em Lisboa, no dia 6 de junho. Já a companhia Radar 360º apresenta o espetáculo de dança e novo circo Arquétipo no Largo Municipal 1º de maio, no Barreiro, dia 19, às 22h.

Julho é ainda marcado pela abertura da convocatória para apresentação de propostas artísticas. De 5 de julho a 12 de agosto, artistas e companhias profissionais são convidados a submeter propostas para a programação da Artemrede a ter lugar em 2020 e no primeiro semestre de 2021. As propostas, a submeter exclusivamente online, serão selecionadas pelos programadores dos municípios associados da Artemrede e pelos respetivos grupos de Visionários (espectadores-programadores).


Foto: Arquétipo - Radar 360º


As conclusões oficiais do 3º Fórum Político da Artemrede já se encontram disponíveis para leitura e download.

Realizado no dia 2 de maio no Teatro-Cine de Pombal, o Fórum teve como tema as redes culturais enquanto modelos de cooperação para o desenvolvimento dos territórios. Advogou pela criação de redes culturais e pelo apoio financeiro ao financiamento das mesmas (através do Ministério da Cultura, do Ministério do Planeamento ou de outras áreas governativas, assim como no contexto do quadro financeiro Portugal 2030), como um dos meios para promover a democracia cultural em todo o território nacional.

A estratégia deve partir de uma escuta ativa do território e dos seus atores - entre os quais as autarquias e os agentes culturais - e promover a construção de diferentes projetos, de geometrias variáveis, que correspondam às necessidades e especificidades dos territórios e à vontade efetiva de cooperação dos seus membros.

Clique aqui para ler na integra as conclusões oficiais do 3º Fórum Político, assim como o documento-base que esteve na origem do debate.


 

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