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Cultura e Desenvolvimento

Eventos - Destaque

Meio No Meio é o novo projeto da Artemrede, selecionado no âmbito da 3ª edição do programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian. Desenhado para um período de 3 anos (2019 - 2021), o novo projeto para a inclusão social através de práticas artísticas conta com a direção artística do coreógrafo Victor Hugo Pontes e com a parceria da Nome Próprio, da RUMO-Cooperativa Social (acompanhamento social), do CIES-IUL | Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (estudo de impacto) e de 4 municípios associados da Artemrede: Almada, Barreiro, Moita e Lisboa.

Meio No Meio vai envolver jovens entre os 16 e os 25 anos e adultos com mais de 45, oriundos de quatro meios distintos: bairro do 2º Torrão da Trafaria (Almada), Barreiro Antigo, Vale da Amoreira (Moita) e Marvila (Lisboa).

Em 2019 e 2020, os participantes terão acesso a várias ações de formação e pesquisa em cinco disciplinas artísticas (teatro, cinema, artes visuais, música Hip-Hop e dança), coordenadas por artistas oriundos destes territórios e pela direção artística.

Esses artistas-formadores são Catarina Pé-Curto (artes plásticas, Almada), Carina Silva (teatro, Barreiro), Mário Ventura (cinema, Moita), Nuno Varela (música Hip-Hop, Lisboa) e o próprio Victor Hugo Pontes (dança – disciplina agregadora de todo o projeto).

Em 2021, o Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira (Moita) vai acolher a residência de criação do espetáculo multidisciplinar Meio No Meio, que representa o culminar de um trabalho de três anos e que se apresentará nos quatro municípios participantes. O espetáculo conta ainda com a coprodução do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.

Todo o processo de formação e criação será registado e dará origem a uma longa-metragem documental a estrear em 2021.

Meio no Meio é o segundo projeto da Artemrede produzido no âmbito do programa PARTIS. O primeiro, ODISSEIA, envolveu seis municípios e deu origem a uma peça de teatro (E Agora Nós!, de Rui Catalão), a um espetáculo de artes de rua (Histórias em Viagem, da cia Radar 360º) e a um filme-concerto (Curtas-Migratórias, António-Pedro/Caótica).

A fase de inscrições para participantes já está aberta. Para aceder ao formulário basta clicar aqui.

RESHAPE

RESHAPE
Reflect, Share, Practice, Experiment

RESHAPE – Reflect, Share, Practice, Experiment é um projeto de investigação e desenvolvimento para profissionais que pretendam reinventar modelos organizacionais para o setor artístico. Propõe a participação de agentes culturais da região euro-mediterrânica num processo aberto, inclusivo e experimental que visa reforçar práticas inovadores que possam beneficiar o setor cultural e transformar o ecossistema artístico no seu todo.


As profundas transformações políticas, económicas, tecnológicas e ecológicas das sociedades atuais estão a influenciar o modo como as artes são criadas, apresentadas e consumidas. Por um lado, os desequilíbrios já existentes na mobilidade de artistas e de obras tornam-se mais evidentes. Por outro, o mercado não consegue garantir que estéticas e discursos diversos cheguem aos vários públicos de toda a Europa. O setor cultural tende a funcionar num âmbito organizacional que ainda não integrou estas transformações enquanto que os artistas, esses, tendem a esbater fronteiras entre países, disciplinas e setores.

Neste contexto, como continuar a apoiar o setor artístico? Os parceiros do RESHAPE acreditam que os profissionais das artes são experts em inovação e, como tal, detêm a chave dos futuros modelos do setor. Vários projetos e estruturas inovadoras estão a emergir em todo o continente; experimentam novas estratégias para envolver públicos diversos e para estabelecer ligações transversais entre setores. Estas iniciativas, ainda que por vezes frágeis e desconectadas, são indicadores de possíveis desenvolvimentos e futuros modelos. RESHAPE pretende ter acesso a essas estruturas inovadoras, auferir-lhes tempo e espaço para trabalharem em conjunto num contexto transnacional, onde poderão imaginar novos modelos de organização das artes performativas no futuro. 


RESHAPE – temas



Os profissionais avançarão com propostas concretas e sustentáveis para cinco questões:

1. Arte e Cidadania: de que forma pode a arte melhorar o exercício da cidadania?


2. Modelos de governança justa: como criar modelos de governança abertos, inclusivos e flexíveis?

3. Valor da arte no tecido social: como incentivar a compreensão e promover o valor da arte no tecido social?

4. Financiamento solidário: de que forma pode o financiamento solidário incentivar a vitalidade da criação contemporânea?

5. Práticas artísticas transnacionais/pós-nacionais: que tipo de estruturas e ferramentas são necessárias para os artistas que trabalham transnacionalmente e de que forma devem ser providenciadas?



RESHAPE – processo



- Lançamento de convocatórias para identificar iniciativas que experimentam novos modelos;

- a organização de um Fórum onde os profissionais se encontram, debatem e refletem sobre práticas alternativas;

- a criação de cinco trajetórias temáticas sobre as cinco questões mencionadas acima, nas quais, através de workshops e trabalho à distância, 50 profissionais sugerem, em conjunto, novos modelos, estratégias e ferramentas;

- a preparação de duas reuniões intensivas para comparação e debate sobre práticas inovadoras;

- a organização de uma conferência para a partilha de resultados e abertura de todo os processo à comunidade cultural e artística;

- a produção de Documentação e a disseminação dos resultados.




RESHAPE acontece na área Euro-mediterrânica entre setembro de 2018 e março de 2021. Reúne 13 parceiros europeus - ACT Association (BG), Alt Art (RO), Artemrede (PT), Arts and Theatre Institute (CZ), British Council (UK), Bunker/Balkan Express (SI), East European Performing Arts Platform (PL), Flanders Arts Institute (BE), Goethe Institute (DE), Onassis Foundation (GR), Onda - Office national de diffusion artistique (FR), Pogon Centre for Independent Culture and Youth (HR), Pro Helvetia (CH) - e conta ainda com seis parceiros associados: Danish Arts Foundation (DK), Ettijahat (LB), EUNIC (BE), Fonds Podiumkunsten/Performing Arts Fund (NL), Frame Contemporary Art (FI), Mondriaan Fund (NL).

Be SpectACTive!

Be SpectACTive!

Criado em 2014, Be SpectACTive! é um projeto europeu de cooperação de larga escala apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia. Opera no setor das artes performativas através da criação de produções artísticas e da promoção de práticas participativas desenhadas para envolver cidadãos de diferentes comunidades em processos criativos.

Na sua segunda edição, iniciada em dezembro de 2018, Be SpectACTive! assume-se como uma rede de aprendizagem entre pares, reafirmando a sua missão direcionada para a produção e para ações de investigação. 



O trabalho de desenvolvimento de públicos vai continuar, reforçando-se para tal a experimentação a nível europeu através das seguintes ações: 


- a produção de 15 novos espetáculos de teatro e de dança; 

- a criação de 50 grupos de espetadores ativos envolvidos em atividades de co-programação e de co-gestão (1500 participantes selecionarão 350 espetáculos ao longo de 4 anos); 

- European Art Commissioners, um projeto site-specific que liga 8 comunidades com o objetivo de encomendar obras artísticas;
- 4 edições do Dia Europeu do Espetador, um evento presencial e virtual que reúne e faz interagir comunidades de vários países através do facebook;
- a implementação de um projeto de investigação para a avaliação do impacto das práticas implementadas;
- e 4 Conferências Internacionais para a disseminação dos resultados.


Be SpecACTive! conta com 19 parceiros, oriundos de 18 cidades de 15 países europeus: Artemrede (PT), Bakelit Multi Art Center (HU), Brut (AT), BUDA (BE), CdAT – Café de las Artes Teatro (ES), Domino (HR),  Dublin Theatre Festival (IE), Gothenburg Dance and Theatre Festival (SE), Institution Student Cultural Centre of Novi Sad (RS), International Theatre Festival Divadelná Nitra (SK), Kilowatt Festival (IT) – líder do projeto - Plesni Teater (SI), Réseau en scène Languedoc-Roussillon (FR), Tanec Praha (CZ), Teatrul National Radu Stanca Sibiu (RO). A investigação é assegurada por Fondazione Fitzcarraldo (IT), Le CNRS (FR), Universitat de Barcelona (ES), Université de Montpellier (FR).



Site oficial: www.bespectactive.eu

 

Southern Coalition

Southern Coalition

Southern Coalition é uma rede informal de organizações culturais de países do sul da Europa. Neste contexto ‘Sul’ é entendido em sentido lato, como um conceito político, mais do que geográfico. Refere-se em especial aos países afetados pela crise política e económica, interessados em desenvolver um trabalho conjunto que assente em valores e necessidades comuns que emergem do facto de atuarem nas periferias. A rede pretende reforçar as ligações entre o centro e a periferia através de projetos culturais e promovendo um diálogo de proximidade entre artistas, agentes e comunidades.

A partir da nossa experiência de trabalho fora dos grandes centros urbanos, identificámos três grandes áreas de ação: políticas culturais, estratégias colaborativas e capacitação profissional. As nossas prioridades são a formação e a qualificação, as práticas artísticas de incidência local e o debate sobre aspetos das políticas culturais que sejam relevantes para territórios periféricos. Pretendemos estimular o entendimento e o apoio recíproco e promover a cooperação e a coesão.

Southern Coalition foi lançada no último trimestre de 2017 no âmbito do projeto A Manual on Work and Happiness. As suas primeiras atividades foram quatro formações para operadores culturais centradas em temas como mediação cultural, acessibilidade para públicos com deficiências e o papel das redes de teatros de pequena e média dimensão. Essas formações aconteceram nas cidades de Alcobaça, Montijo (Portugal), Trento (Itália), Mondaino (Itália) e Patras (Grécia).

Os membros fundadores são Artemrede (Portugal), Pergine Spettacolo Aperto (Itália), L’arboreto - Teatro Dimora di Mondaino (Itália) e o Teatro Municipal e Regional de Patras (Grécia).

 

Cultura e Desenvolvimento


O curso Cultura e Desenvolvimento, a decorrer em 2017 e 2018, é promovido e financiado totalmente pela Artemrede e estruturado em colaboração com os coordenadores científicos António Pinto Ribeiro e Pedro Costa. O curso foca-se em duas grandes áreas: programação e mediação cultural e a cultura como fator de desenvolvimento territorial.

No âmbito da programação e mediação cultural, salienta-se tudo o que é relevante  do ponto de vista da formação de públicos, do trabalho com as populações, da participação, das estratégias artísticas, educativas e de comunicação, mas também tudo o que indiretamente influencia a atividade de programar e de intermediar as relações entre criadores e fruidores culturais.

No que respeita à cultura como fator de desenvolvimento territorial, explora-se todo o saber teórico e técnico alusivo às dinâmicas, formulação e implementação de políticas públicas que tenham a relação entre cultura e desenvolvimento como fator primordial.

O programa divide-se em dois módulos panorâmicos, de enquadramento teórico dos temas e de discussão alargada; dois módulos de especialização; e um módulo de projeto com uma vertente laboratorial, que incide sobre as principais áreas abordadas no curso, em torno das quais se organizarão grupos de trabalho intermunicipais.

O curso destina-se exclusivamente a profissionais dos municípios associados da Artemrede. Entre os formadores contam-se Helena Santos, Idalina Conde, João Ferrão, Catarina Vaz Pinto, António Brito Guterres e Elisa Babo, entre outros.

As diversas aulas acontecem de forma rotativa nos 12 municípios que participam no curso, procurando promover o conhecimento e a partilha entre os membros da rede.

A formação tem sido um dos principais eixos de ação da Artemrede ao longo dos seus 12 anos de atividade ininterrupta, tendo contribuído para a qualificação de centenas de técnicos municipais em áreas tão diversas quanto gestão, programação, estratégias de mediação e comunicação.

3º Manobras - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
13 set - 31 out 2019

Abrantes | Alcanena | Alcobaça | Barreiro | Moita | Montijo
Palmela Pombal | Sobral de Monte Agraço | Tomar

http://www.artemrede.pt/FestivalManobras/

Espetáculos de marionetas nacionais e internacionais, percursos pelo território, residências artísticas e oficinas, uma parte da programação escolhida por Visionários (espectadores—programadores): é de tudo isto e muito mais que se fará o 3º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas.

O programa será anunciado em agosto. A imagem desta edição é da autoria da ilustradora Carolina Celas.

O Manobras é uma organização da Artemrede em parceria com os seus municípios associados e com o cofinanciamento do programa Centro 2020.

2º Manobras - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
14 set - 31 out 2018

Abrantes | Alcanena | Alcobaça | Barreiro | Moita | Montijo
Palmela Pombal | Santarém | Sobral de Monte Agraço | Tomar

https://www.artemrede.pt/manobras18/

Editorial de Marta Martins, Diretora Executiva da Artemrede:

No conto O Capuchinho vermelho, cujo imaginário inspira um dos espetáculos que apresentamos neste 2º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, há uma personagem de olhos, orelhas e boca grandes que fascina e assusta em doses iguais. Essa dualidade - atração e medo – que o lobo encarna é semelhante à dualidade que as artes tendem a provocar numa parte significativa da população. Há curiosidade, mas perdura um distanciamento, fruto do medo de nos lançarmos no bosque e de acabarmos devorados na clareira das nossas referências e (pre)conceitos.

Foi conscientes disso que, no final de 2017, decidimos criar grupos de espectadores em vários municípios associados da Artemrede. Durante meses, coordenados por um programador local, esses grupos assistiram a espetáculos, debateram os seus conteúdos e, em conjunto, programaram uma parte deste festival. Chamam-se Visionários, mas poderiam ser uma versão alternativa do lobo: com olhos grandes para verem mais longe, com orelhas grandes para ouvirem melhor, com uma boca grande para discutirem propostas. Com esta iniciativa, esperamos, contribuímos para que pessoas sem ligação às artes se aventurassem pelos caminhos enigmáticos da programação cultural, (se) questionassem e crescessem como espectadores e cidadãos. Acreditamos, também, que esta foi uma experiência construtiva para os teatros, ajudando-os a aproximarem-se e a criarem laços mais fortes e duradouros com as suas comunidades. Graças aos Visionários a edição deste ano é mais participativa e, consequentemente, mais democrática. Agradecemos o entusiasmo e a generosidade dos Visionários e também o empenho dos programadores e mediadores municipais, que abraçaram esta iniciativa desde o primeiro momento.

Mas nem só de Visionários em pele de lobo vive esta edição do Manobras. Peter Pan e os irmãos Grimm foram também pontos de partida para outras obras, num assumido retorno a imaginários infantis familiares para depois desbravar novas perspetivas. Há ainda espaço para oficinas e outras propostas para públicos infantis e adultos como uma ópera barroca de marionetas que revisita, com um olhar contemporâneo, uma obra do século XVIII. Continuam, como na edição anterior, os percursos e as visitas a espaços patrimoniais (combinados com espetáculos). Há também dois novos objetos cinematográficos criados expressamente para Tomar e Sobral de Monte Agraço. E a não perder, na noite das Bruxas, o encerramento do festival com uma festa assombrada no café-concerto do Teatro-Cine de Pombal.

Tudo isto acontece em 11 dos nossos municípios associados: Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Pombal, Santarém, Sobral de Monte Agraço e Tomar! Estamos à vossa espera!

 

1º Manobras - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
7 set - 29 out 2017


Abrantes | Alcanena | Alcobaça | Almada | Barreiro | Moita | Montijo | Palmela
Pombal | Santarém | Sesimbra | Sobral de Monte Agraço | Tomar

https://www.artemrede.pt/manobras17/

Editorial de Marta Martins, Diretora Executiva da Artemrede:

Depois de 8 edições da Festa da Marioneta, a Artemrede decidiu meter mãos à obra e converter a festa num festival. Para isso, demos-lhe um novo nome, um novo impulso e saímos para 13 dos nossos 15 municípios manobrando marionetas e objetos, desenhando percursos pelo património, revisitando lugares e descobrindo histórias.

O 1º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas integra-se num projeto mais amplo, Outros Centros, que decorre nos municípios de Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Pombal, Sobral de Monte Agraço e Tomar e que conta com o apoio do Programa Operacional Centro 2020. Mas as marionetas e as formas animadas estendem-se também a sul, chegando a Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Sesimbra.

O Festival apresenta três espetáculos e uma oficina de artistas nacionais, aos quais se juntam seis propostas de companhias com origem na França, na Holanda e no Chile – esta última fruto de uma parceria com o Museu da Marioneta e Passado e Presente - Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017. Para além desta programação, uma das apostas estratégicas do Festival é o desenvolvimento de quatro projetos de território, de criadores portugueses que estarão em residência artística nas cidades e vilas do Manobras, inspirando-se nas suas histórias e memórias e criando laços com as populações.

Tendo as marionetas no centro das suas escolhas, o Manobras evidencia a enorme transversalidade desta arte, que desafia fronteiras e géneros artísticos. Os mais jovens e as famílias continuam a merecer a nossa atenção, mas a diversidade da programação pretende tocar também um público adulto e recetivo a propostas transdisciplinares. 

Com ou sem fios, sob um formato clássico ou inovador, em registo manual ou mais tecnológico, num teatro ou num espaço pouco convencional, o Manobras veio para ficar e está à sua espera!

Diretora Executiva da Artemrede

Visionários: de espectadores a programadores

No Outono de 2017, a Artemrede lançou o seu novo projeto: Visionários. Esta iniciativa de desenvolvimento de públicos, inspirada no projeto italiano Visionari (ler a entrevista com Luca Ricci no Jornal #10 da Artemrede), é transversal a 10 associados, assumindo contornos ligeiramente diferentes em municípios de diferentes escalas.

Os municípios que aderiram a este projeto são Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Barreiro, Lisboa, Moita, Pombal, Sesimbra e Tomar.

Visionários propõe um novo modelo de aproximação entre espectadores, artistas e instituições culturais. Subjacente a ela está a criação de uma plataforma de debate que fomenta a livre expressão, a aprendizagem informal e o empoderamento do espectador, que abandona o seu papel tendencialmente passivo para participar ativamente nos processos de programação.

Os primeiros grupos de Visionários portugueses reuniram-se pela primeira vez a 18 de novembro em diversos municípios durante o European Spectators Day, um evento promovido pelo projeto Be SpecACTive! que aconteceu simultaneamente em várias cidade da Europa.

No primeiro semestre de 2018, os grupos de Visionários foram coordenados por técnicos dos municípios. Assistiram a vídeos de espetáculos, debateram os seus conteúdos, discutiram orçamentos e refletiram sobre as várias questões ligadas ao processo de programação.

A edição 2018 do Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas incluirá uma seleção destes Visionários, naquela que será uma iniciativa inédita em Portugal.


 

 

Integrado no programa Descobrir da Fundação Calouste Gulbenkian, o Projeto 10x10 teve início no ano letivo de 2012/13 e encontra-se agora na sua 5ª edição.

Trata-se de um projeto que fomenta a colaboração entre artistas e professores de diversas disciplinas do ensino secundário, com o objetivo de desenvolver estratégias de aprendizagem eficazes na captação de atenção, motivação e envolvimento dos alunos em sala de aula.

O projeto desenvolve-se em três fases. A primeira fase consiste numa residência artística de seis dias na qual artistas e professores desenvolvem interações e cumplicidades na reflexão, na partilha de saberes e de experiências em ambiente informal. A segunda fase envolve a conceção de um projeto pedagógico singular, por um conjunto de professores/artistas, que testa e aplica em sala de aula e no contexto da disciplina, algumas das micropedagogias que o projeto tem vindo a desenvolver. Por fim, artistas, professores e respetivos alunos, idealizam uma forma de partilhar a sua experiência com a comunidade educativa – professores, artistas, educadores, investigadores, encarregados de educação – através de uma “aula pública”.

Numa parceria com a Câmara Municipal de Oeiras e com a Artemrede, o Projeto 10x10 integra nesta edição uma turma do 10.º ano da Escola Secundária Aquilino Ribeiro que, até ao final do ano, se encontra a desenvolver em conjunto com duas professoras – Inglês e Geologia - e a coreógrafa Aldara Bizarro, um trabalho neste âmbito cujo resultado será apresentado publicamente em janeiro.

Clique aqui para saber mais sobre o projeto e sobre o seu impacto na perspetiva de todos os intervenientes.  

3º FÓRUM POLÍTICO ARTEMREDE: REDES CULTURAIS - MODELOS DE COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DOS TERRITÓRIOS
2 DE MAIO DE 2019 - POMBAL


Realizado no dia 2 de maio no Teatro-Cine de Pombal, o Fórum teve como tema as redes culturais enquanto modelos de cooperação para o desenvolvimento dos territórios. Advogou pela criação de redes culturais e pelo apoio financeiro ao financiamento das mesmas (através do Ministério da Cultura, do Ministério do Planeamento ou de outras áreas governativas, assim como no contexto do quadro financeiro Portugal 2030), como um dos meios para promover a democracia cultural em todo o território nacional.

A estratégia deve partir de uma escuta ativa do território e dos seus atores - entre os quais as autarquias e os agentes culturais - e promover a construção de diferentes projetos, de geometrias variáveis, que correspondam às necessidades e especificidades dos territórios e à vontade efetiva de cooperação dos seus membros.


DESCARREGUE AQUI AS CONCLUSÕES DO 3º FÓRUM POLÍTICO.


2º FÓRUM POLÍTICO ARTEMREDE: TERRITORIALIZAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA
30 DE MAIO DE 2017 - BARREIRO

O 2.º Fórum Político da Artemrede realizou-se no dia 30 de maio, no Espaço Memória (Barreiro). Reunindo autarcas – presidentes e vereadores de várias filiações político-partidárias – dos 15 associados da Artemrede e de outros municípios de norte a sul do país, o Fórum contou também com a presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, e do Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado.

Foram apresentadas um conjunto de propostas concretas de territorialização das políticas públicas de cultura no que diz respeito ao Orçamento de Estado, à Política Governamental de Apoio às Artes e aos Fundos Comunitários.


As propostas debatidas ontem passam por aumentar de forma progressiva e substancial o Orçamento de Estado dedicado à Cultura e estabelecer convenções entre o Governo e as Autarquias, testando novos modelos de implementação de políticas culturais de ativação territorial e de participação das populações.

Para essa ativação territorial propõe-se, entre outras medidas, o apoio e o reconhecimento a entidades de cooperação intermunicipal que protagonizem projetos de criação e programação artística descentralizada. 

O debate foi participado por cerca de 70 autarcas e outros decisores políticos, entre as quais a Direção-Geral das Artes, Direções-Regionais de Cultura, ANAFRE e Comunidades Intermunicipais e teve contributos de Elisa Babo (Quaternaire Portugal), Carlos Humberto Carvalho (Presidente da Câmara Municipal do Barreiro), Vítor Paulo Pereira (Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura), Maud Le Floc’h (pOlau – FR), Nelson de Souza (Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão) e Miguel Honrado (Secretário de Estado da Cultura).

O Fórum Político reconheceu a oportunidade da discussão em torno da territorialização, como forma de aumentar a sensibilidade das políticas aos diversos contextos geográficos e de aproveitar cabalmente os recursos endógenos. Reafirmou-se a eficácia e a pertinência democrática do princípio da territorialização, pese embora este ser um debate ainda pouco desenvolvido. 

A discussão em torno destas propostas questionou ainda a definição de território que não deve coincidir necessariamente com uma definição administrativa ou geográfica, mas sim corresponder a “territórios pertinentes”, ou seja, aqueles que correspondem a redes de colaboração autênticas e qualificadas.

Para além disso, reforçou-se a importância de assumir a transversalidade da cultura nas políticas públicas, sem pôr a causa a necessária autonomia deste campo, em termos políticos e orçamentais.

O Fórum não esteve apenas focado nas questões do financiamento, tendo salientado a necessidade de qualificar os recursos humanos e os agentes locais, numa perspetiva de sustentabilidade organizativa. Só um território qualificado pode ser sujeito e não objeto de política pública. 

No encerramento, o Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, reforçou a importância de trabalhar com o território e de promover soluções assentes na corresponsabilização Estado Central / Autarquias Locais.  

Consciente de que à discussão deve seguir-se ação política, a Artemrede reafirma, com a realização deste 2.º Fórum Político, a sua vontade em colaborar ativamente com o Governo de Portugal, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses e todos os órgãos e instituições relevantes nas matérias em apreço.

DESCARREGUE AQUI AS NOTAS CONCLUSIVAS DO 2º FÓRUM DA ARTEMREDE



1º FÓRUM POLÍTICO ARTEMREDE CULMINA COM TOMADA DE POSIÇÃO CONSENSUAL
23 de maio de 2016 - ABRANTES

O 1.º Fórum Político Artemrede realizou-se a 23 de maio em Abrantes, tendo obtido como resultado uma tomada de posição consensual entre os autarcas presentes, representantes de várias regiões filiações político-partidárias.

Marcaram presença no 1.º Fórum Político Artemrede o Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, os vereadores dos municípios da Artemrede, entre os quais se incluem, entre outros, António de Sousa Matos, Presidente da Direção da Artemrede e Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Almada, Luís Dias, Vice-Presidente da Direção da Artemrede e Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Abrantes e Catarina Vaz Pinto, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa; os Presidentes de Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, Almada, Joaquim Judas, Barreiro, Carlos Humberto Carvalho, Moita, Rui Garcia, Pombal, Diogo Mateus;  o Presidente da CCDR-LVT, João Teixeira, o Presidente da ANAFRE, Pedro Cegonho, assim como dos vereadores de municípios convidados como  Vila Franca de Xira, Batalha, Odivelas e Odemira, entre outros. 

O documento final da tomada de posição concentra-se em dois eixos fundamentais de ação: a criação de mecanismos de financiamento à programação cultural descentralizada e à cooperação cultural em rede e a criação de canais específicos de apoio à cultura no âmbito do Portugal 2020.

Para o primeiro eixo de ação são propostos vários mecanismos de apoio à programação e cooperação cultural em rede, nomeadamente para projetos que já são objeto de financiamento público e que assim podem atingir uma maior longevidade, ampliando desta forma o acesso à criação artística contemporânea. Será ainda proposta a existência de um apoio direto aos equipamentos culturais, especialmente os que servem populações com maiores dificuldades de acesso e participação cultural, numa perspetiva de correção das assimetrias regionais.

O segundo eixo de ação definido no 1.º Fórum Político Artemrede propõe a criação de canais específicos de apoio à cultura no âmbito do Portugal 2020, através de programas de cofinanciamento que tenham como foco a cultura, para além daqueles que promovem uma visão transversal da cultura, permitindo assim o acesso a linhas de financiamento de outras áreas como o urbanismo, a inclusão social, a educação, entre muitas outras, reconhecendo na cultura um agente ativo e central para o desenvolvimento dos territórios. Acrescenta-se ainda neste eixo a necessidade de reconhecer a diversidade dos territórios, tornando possível o acesso a fundos do Portugal 2020 a territórios vulneráveis em condições de igualdade a nível nacional, a desburocratização no acesso e distribuição de fundos comunitários e, por fim, a clarificação do papel e das responsabilidades em matéria de cultura dos organismos da Administração Central e Regional.

A Artemrede será a entidade responsável por articular as ações de interlocução política inerentes ao compromisso assumido, junto do Governo, a Assembleia da República, a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a Associação Nacional de Freguesias e todos os organismos interessados.

O 1.º Fórum Político Artemrede surge no contexto da reflexão que a associação realizou no seu processo de planeamento estratégico 2015-2020, e nomeadamente da primeira prioridade estratégica definida pela Artemrede, “a inscrição da cultura no centro das políticas governativas” que, para além da realização do Fórum Político,  também inclui a criação de uma Carta de Compromisso, um documento subscrito pelos membros da rede que, entre outros princípios, irá incorporar os valores da agenda 21 da Cultura.

A tomada de posição será apresentada ao Governo e à Assembleia da República em data a anunciar.

Para aceder à tomada de posição clique aqui.

A MANUAL ON WORK AND HAPPINESS

A Artemrede é líder do projeto europeu A Manual on Work and Happiness, um projeto cofinanciado pelo programa Europa Criativa que reúne três parceiros: o Pergine Festival (Itália), o centro de residências L’arboreto – Teatro Dimora (Itália) e o Teatro Municipal e Regional de Patras (Grécia). O projeto conta ainda com a direção artística da companhia de teatro mala voadora e com a participação do autor catalão Pablo Gibert.

O desenvolvimento de públicos, a capacitação de agentes culturais do sul da Europa, os processos artísticos participativos e a digitalização estão na base deste projeto, que decorre em 2017 e 2018:

ATIVIDADES:

- lançamento da plataforma do projeto: www.amanualonworkandhappiess.eu
Lançada no primeiro semestre de 2017, a plataforma centraliza toda a informação sobre o projeto e as suas atividades, incluindo notícias, galerias de fotografias e reportagens de vídeo realizadas entre julho de 2017 e outubro 2018.

- Seminário Internacional sobre trabalho e felicidade
Organizado em julho 2017 durante o 42º Pergine Festival, este evento marcou o arranque oficial do projeto. Reuniu académicos, artistas e público num evento de dois dias em que se discutiu o presente e o futuro do trabalho, tendo o ócio como contraponto. A conferência principal, Happiness Calling, foi transmitida em live streaming e traduzida em língua gestual.

- Residência de escrita do texto do espetáculo A Manual on Work and Happiness
Organizada em agosto 2017 no centro de residências L’arboreto – Teatro Dimora, esta residência reuniu a codireção artística da mala voadora e o autor Pablo Gisbert na preparação e escrita do texto do espetáculo A Manual on Work and Happiness.

- Quatro ações de formação para agentes culturais

Southern Coalition #1
outubro 2017 – Alcobaça (Portugal)
Tema: Mediação Cultural: projetos artísticos com as comunidades

Southern Coalition #2
outubro 2017 – Trento (Itália)
Tema: Participação na experiência cultural: acessibilidade, inclusão e compromisso

Southern Coalition #3
novembro 2017 – Mondaino (Itália)
Tema: o papel dos teatros de província em Itália

Southern Coalition #4
novembro 2017 – Patras (Grécia)
Tema: práticas e estratégias para alargar públicos e criar vínculos entre organizações, artistas e públicos


- Residências artísticas coordenadas pela mala voadora, seguidas do espetáculo A Manual on Work and Happiness com participação das comunidades locais

março 2018 – Patras (Grécia) – estreia mundial
abril 2018 – Montijo (Portugal) 
maio 2018 – Alcobaça (Portugal)
julho 2018 – Pergine (Itália)
outubro 2018 – Lisboa (Portugal)

- Conferência final do projeto: Trabalho e Felicidade? Reflexões sobre processos artísticos participativos
outubro 2018 – Lisboa (Portugal)  

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