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Projeto Ruínas

O Projecto Ruínas é uma estrutura de criação teatral, que produz espetáculos nos quais se cruzam áreas artísticas. Começa como uma estrutura informal, em 2000 e estabelece-se como associação cultural em 2003, primeiro em Lisboa e depois em Montemor-o-Novo a partir de 2004, onde com os apoios da autarquia e dos agentes culturais locais, desenvolve a sua atividade até aos dias de hoje. Já levou a cena 25 espetáculos baseados em textos e roteiros originais, e próprios. Desde a sua formação o Projecto Ruínas tem procurado um caminho singular através da experimentação, cruzamento de disciplinas e influências, devising e novas dramaturgias. Partindo do pressuposto de que em cada projeto tem que se percorrer um caminho novo, o Ruínas tenta nos seus espetáculos partilhar a experiência da criação com o público, de uma forma crua, desafiando limites, arriscando e abraçando as falhas. No início, a marca fundamental era a improvisação e a experimentação em torno da técnica bufão. Os espetáculos eram construidos em 'site specific', em espaços em ruínas, que eram o pano de fundo de materiais artísticos de cruzamentos disciplinares. O devising estabeleceu-se como método a partir de 2004, para fazer aparecer uma dramaturgia original e inspirada em temas contemporâneos. A linha artística evoluiu no sentido de uma narratividade. A humanidade das personagens, a sua contextualização social e a sua colocação em situações de crise de identidade, apareceram como marca dramaturgica. A partir de 2012, o Projecto Ruínas evoluiu para um novo processo de criação, centrado numa abordagem física em detrimento do trabalho a partir do texto, e a coreografia e o movimento tornaram-se elementos fundamentais para a evolução dos trabalhos. No presente destacamos dentro da linha artística uma vertente mais assente no texto e na sua ambiência, e uma outra mais baseada no movimento e no absurdo.

O Projecto Ruínas conta com um vasto currículo de criações: Sátira em Ruínas (2000); Gueto (2002); Ilustres Horas (2003); Império Contra-Ataca (2004); Comichão (2005); Hans, O Cavalo Inteligente (2006); O Vizinho (2007); Voluntário 22 (2007) ; Shadow Play (2008); Contratempos (2009); Molusco (2010); Aparato (2010); Finlândia (2011); Corredor (2011); O Espírito da Coisa (2012); O Último Voo da Tartaruga (2012); Insight (2013); Where are you? Onde estás, pá? (2013); Não me Lembro de Nada (2014); Impostor (2014); Edit (2015); Sonatina (2015); Norma (2016); Dança (2017); Mute+Solo (2017). Também produziu espetáculos de artistas emergentes: Constantin Gavrilovitch acaba de se matar (Rui Pina Coelho e Carlos Marques 2013); Das Ding (Susana Nunes 2014); Le Bouc (Susana Nunes 2015); Atelier Paixão (Catarina Caetano 2017). Realce ainda para o papel que tem vindo a desempenhar na formação e na programação, onde se destaca a mostra Noites Curtas, dedicada a espetáculos de curta duração e com prioridade para o trabalho com artistas e estruturas emergentes.

 


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