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Mediação Cultural

PEDRO MARQUES frequentou o curso de Luminotecnia do I.F.I.C.T. em 1989. É licenciado em Estudos Artísticos - Artes do Espetáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Traduziu Harold Pinter, Sarah Kane, Pier Paolo Pasolini, Gregory Motton, Edward Bond, David Harrower, David Greig, Anthony Neilson, Letizia Russo, Gary Owen, Conor McPherson, Gerardjan Rijnders, Sam Sheppard, Samuel Beckett, Federico Garcia Lorca. Foi editor da Revista de teatro Artistas Unidos. Para além dos trabalhos que dirigiu nos Artistas Unidos, encenou textos de Conor McPherson, Gregory Motton, Gary Owen e Karl Valentin. É autor de Pigs From Hell (Menção Honrosa no Concurso de Novas Dramaturgias do DRAMAT – 2004), Em Sangue, Planeta Beta e D. Carlos por Quadros (encenado por Mário Trigo no Teatro Mosca). É autor de várias adaptações de obras de Edward Bond, Albert Camus, Jorge Amado, Erskine Caldwell. Como iluminador, trabalhou no Teatro Maizum, Teatro da Malaposta, Teatro do Tejo e Teatro da Cornucópia para além de produções independentes. Frequentou a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal em 1995. É membro fundador dos The Chrome Plated Megaphone of Destiny, grupo musical de pesquisa dedicado à obra de Frank Zappa.

DAVID GREIG nasceu em Edimburgo em 1969. Cresceu na Nigéria. Estudou Inglês e Drama na Universidade de Bristol. Além de trabalhar em projetos para rádio, televisão e cinema, tem tido encomendas do Royal Court Theatre, do Royal National Theatre (Studio), da Royal Shakespeare Company ou do National Theatre of Scotland. Das suas peças destacam-se Europa (1994), One Way Street (1995), The Architect (1996), A Última Mensagem do Cosmonauta para a mulher que um dia amou na antiga União Soviética (1999), Victoria (2000), Outlying Islands (2002), San Diego (2003), The American Pilot (2005), Pyrenees (2005), Herges Adventures of Tintin (2006) ou Damascus (2007). A sua estreia em Portugal deve-se à Teatroesfera que apresentou, em 2009, Ilhas Distantes, com tradução de Hugo Bettencourt e encenação de João Craveiro. Os Artistas Unidos estrearam, em 2010, a sua peça Cantigas de Uma Noite de Verão e em 2015, Os Acontecimentos.

Southern Coalition

Southern Coalition é uma rede informal de organizações culturais de países do sul da Europa. Neste contexto ‘Sul’ é entendido em sentido lato, como um conceito político, mais do que geográfico. Refere-se em especial aos países afetados pela crise política e económica, interessados em desenvolver um trabalho conjunto que assente em valores e necessidades comuns que emergem do facto de atuarem nas periferias. A rede pretende reforçar as ligações entre o centro e a periferia através de projetos culturais e promovendo um diálogo de proximidade entre artistas, agentes e comunidades.

A partir da nossa experiência de trabalho fora dos grandes centros urbanos, identificámos três grandes áreas de ação: políticas culturais, estratégias colaborativas e capacitação profissional. As nossas prioridades são a formação e a qualificação, as práticas artísticas de incidência local e o debate sobre aspetos das políticas culturais que sejam relevantes para territórios periféricos. Pretendemos estimular o entendimento e o apoio recíproco e promover a cooperação e a coesão.

Southern Coalition foi lançada no último trimestre de 2017 no âmbito do projeto A Manual on Work and Happiness. As suas primeiras atividades foram quatro formações para operadores culturais centradas em temas como mediação cultural, acessibilidade para públicos com deficiências e o papel das redes de teatros de pequena e média dimensão. Essas formações aconteceram nas cidades de Alcobaça, Montijo (Portugal), Trento (Itália), Mondaino (Itália) e Patras (Grécia).

Os membros fundadores são Artemrede (Portugal), Pergine Spettacolo Aperto (Itália), L’arboreto - Teatro Dimora di Mondaino (Itália) e o Teatro Municipal e Regional de Patras (Grécia).

 

Cultura e Desenvolvimento


O curso Cultura e Desenvolvimento, a decorrer em 2017 e 2018, é promovido e financiado totalmente pela Artemrede e estruturado em colaboração com os coordenadores científicos António Pinto Ribeiro e Pedro Costa. O curso foca-se em duas grandes áreas: programação e mediação cultural e a cultura como fator de desenvolvimento territorial.

No âmbito da programação e mediação cultural, salienta-se tudo o que é relevante  do ponto de vista da formação de públicos, do trabalho com as populações, da participação, das estratégias artísticas, educativas e de comunicação, mas também tudo o que indiretamente influencia a atividade de programar e de intermediar as relações entre criadores e fruidores culturais.

No que respeita à cultura como fator de desenvolvimento territorial, explora-se todo o saber teórico e técnico alusivo às dinâmicas, formulação e implementação de políticas públicas que tenham a relação entre cultura e desenvolvimento como fator primordial.

O programa divide-se em dois módulos panorâmicos, de enquadramento teórico dos temas e de discussão alargada; dois módulos de especialização; e um módulo de projeto com uma vertente laboratorial, que incide sobre as principais áreas abordadas no curso, em torno das quais se organizarão grupos de trabalho intermunicipais.

O curso destina-se exclusivamente a profissionais dos municípios associados da Artemrede. Entre os formadores contam-se Helena Santos, Idalina Conde, João Ferrão, Catarina Vaz Pinto, António Brito Guterres e Elisa Babo, entre outros.

As diversas aulas acontecem de forma rotativa nos 12 municípios que participam no curso, procurando promover o conhecimento e a partilha entre os membros da rede.

A formação tem sido um dos principais eixos de ação da Artemrede ao longo dos seus 12 anos de atividade ininterrupta, tendo contribuído para a qualificação de centenas de técnicos municipais em áreas tão diversas quanto gestão, programação, estratégias de mediação e comunicação.

Atualmente vive entre Lisboa e Paris. Trabalha como coreógrafo, performer e pedagogo. Estudou no conservatório de música do Funchal e nas Caldas da Rainha (guitarra e voz). Durante toda a sua escolaridade, participou em peças de teatro, bailados e concertos. Em 1998 entra na licenciatura de Economia na Universidade Nova de Lisboa, que conclui mais tarde. Em 2001 participou no seu primeiro workshop de dança e nesse mesmo ano estreou-se como intérprete com o coreógrafo Miguel Pereira no Teatro Nacional D. Maria II. Em 2003 é convidado por João Fiadeiro para conceber os seus primeiros esboços coreográficos no LAB10. Na sua formação foram determinantes os cursos de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum Dança e ex.e.r.ce no Centro Coreográfico Nacional de Montpellier, sob a direção de Mathilde Monnier e Xavier le Roy, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. A solo criou "Selfportrait as a dancer" (2007); “What can be shown cannot be said” (2007) e "I could write a song" (2015). Em colaboração com Márcia Lança concebeu e interpretou "Trompe le Monde" (2010) e "Por esse mundo fora" (2016). Apresentou os seus trabalhos em Portugal, Alemanha, França, Suíça, Holanda, Estónia, Noruega, Finlândia, Suécia, Noruega, Romênia, Espanha, Bélgica, Argentina e na Coreia do Sul.

Faz parte dos coletivos Sweet&Tender Collaborations, um grupo de artistas de todo o mundo e Demimonde um grupo de artistas que vive, trabalha e circula por Lisboa.

Leciona regularmente composição/performance em vários países, para adultos e crianças.

Em 2008 funda a VAGAR – Associação Cultural da qual é diretora artística. Em março de 2016 estreia a sua primeira obra para crianças “Por Esse Mundo Fora” em cocriação com Nuno Lucas, no Teatro Municipal Maria Matos e em 2014 encena no Teatro Nacional de Riga o espetáculo “Happiness and Misery”, entre outros projetos. 

Em 2006 recebe o primeiro prémio do Programa Jovens Artistas com o solo “Dos joelhos para baixo”. O solo foi apresentado em Itália, França, Portugal e Tunísia. 

Destaca o trabalho de intérprete e colaboradora com os coreógrafos João Fiadeiro e Cláudia Dias. Foi também assistente dramatúrgica no solo “UM SÓ” de Karenina de los Santos com estreia no Alkantara Festival em maio de 2010. Trabalha regularmente com a artista plástica Marta Dell’Angelo em cidades como Milão, Bologna e Lisboa.  

Inicia a sua formação em Artes do Espetáculo no Chapitô (1999/02). Da formação em dança destaca ex.e.r.ce 05 no CCN de Montpellier, o curso básico de Análise do Movimento, pelo IAM (2004), o Curso de Dança Contemporânea e Pesquisa de Movimento na SNDO de Amesterdão (2003), o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum-Dança (2002) e a formação contínua no C.E.M. (2001/04). Estudou Voz no Conservatório Regional do Baixo Alentejo (1998/99) e desenvolveu composição vocal com Francisco D’Orey, Catherine Rey, Meredith Monk e Lúcia Lemos.

Toutito Teatro é composto por artistas de diferentes locais (França, Chile e Hungria), motivados pelo desejo de reunir nas suas criações as suas particularidades culturais.

A abordagem artística da companhia consiste no desenvolvimento de um teatro visual e gestual numa lógica de comunicação não verbal, confiando na transversalidade entre as formas e o público. Os espetáculos resultam de uma escrita cénica. É através do gesto que se comunica e, portanto, é o gesto que está no cerne da criação artística. O espectador desenvolve a sua liberdade de interpretação, complementando a obra com a sua própria visão. A companhia propõe, através dos seus projetos artísticos, questionar os temas e preocupações que surgem na infância e se prolongam ate à idade adulta.

A Companhia de Dança de Almada (Ca.DA) é uma associação cultural sem fins lucrativos, que desenvolve a sua atividade essencialmente nas vertentes da criação artística e formação em dança. É constituída por um corpo de profissionais com formação especializada, com vasta experiência quer na organização e produção de eventos culturais, quer no ensino da dança, e na formação e sensibilização de públicos. 

Fundada por Maria Franco, iniciou atividade como companhia profissional de dança contemporânea em 1990. Desde então, produziu mais de uma centena de peças de coreógrafos nacionais e estrangeiros, e realizou mais de mil espetáculos, que foram vistos no país e no estrangeiro, nomeadamente na Europa (Espanha, França, Suíça, Itália, Grécia, Croácia, Polónia, República Checa), África (Cabo Verde), América (Brasil) e Ásia (China).

Organiza, desde 1992, o festival internacional Quinzena de Dança de Almada, onde promove o intercâmbio entre criadores e bailarinos portugueses e a comunidade internacional.

Em 1998 fundou a Ca.DA Escola, cuja atividade desenvolve de forma continuada, com cursos de formação vocacional e cursos livres.

Sara Anjo (1982) nasceu na ilha da Madeira. Dançar, improvisar, coreografar é onde sente realizada essa procura e interessa-se por práticas meditativas e extáticas, sendo a caminhada uma das principais. Enquanto prática coreográfica interessa-se por composições abertas e emergentes onde são exploradas estéticas de relação com o público. Tem ainda desenvolvido uma prática de documentação onde trabalha noções de partitura e notação através de mapas e áudio coreografias.

​Formou-se em Dança pela Academia de Dança Contemporânea (2001). Estagiou na Companhia Nacional de Bailado e formou-se como instrutora de Yoga. Enquanto trabalhou como intérprete com coreógrafos portugueses, manteve-se a estudar artes e fez: uma licenciatura de Estudos Artísticos na Faculdade de Letras de Lisboa (2008) e uma pós-graduação em Arte Contemporânea pela Universidade Católica de Lisboa (2011). Conheceu e estudou com Anna Halprin, em 2010, uma das suas maiores inspirações no campo da dança.

Tem mestrado em coreografia pela universidade de Artes de Amesterdão (2016).

​No universo da coreografia, desenvolveu Ninguém Sabia Contar Aquela História, um espetáculo sobre o feminino (BoxNova CCB 2011). Paisagens Líquidas, uma dança que viaja pelo Lavadouro Público de Carnide (Teatro do Silêncio 2012). Em Forma de Árvore, um solo de dança extática (Negócio-ZDB 2016). 

Em 2017 tem trabalhado no projeto Mapas Intensivos, que explora um evento performativo a partir de estéticas de relação, micropolíticas e políticas afetivas. Está ainda a participar no projeto Caminhada pela Fronteira, desenvolvido pelo Teatro do Silêncio no contexto da Capital Ibero-Americana.

​Tem feito também peças para público mais jovem, onde explora sobretudo a relação entre imaginação figurativa e abstrata.

​Na área da documentação publicou Espontâneos (Colibri 2010), um livro sobre dança inclusiva resultado da sua colaboração com a Companhia de Dança Plural e com o grupo Dançando com a Diferença.

Publicou também um Mapa - Partitura sobre o seu trabalho de mestrado em colaboração com as designers Ilhas (2016).

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