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A Artemrede em 2018

A Artemrede em 2018

Dois mil e dezoito foi mais um ano de intensa atividade para a Artemrede, que viu alguns dos seus projetos chegarem ao fim ao mesmo tempo que surgiam novos desafios. O desenvolvimento de públicos, o trabalho com as comunidades, a internacionalização e a qualificação das equipas dos 15 municípios associados estiveram na ordem do dia – e continuarão a estar em 2019.

Ao longo de 2018, os municípios programaram 48 espetáculos e 22 oficinas e o 2º Manobras – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas (14 setembro – 31 outubro) levou 20 propostas a 11 municípios. A ópera barroca de marionetas Guerras do Alecrim e Mangerona foi coproduzida com o festival Cistermúsica e apresentada em seis municípios. Uma parte desta programação da rede, inclusive a do Manobras, foi selecionada por grupos de espectadores-programadores (Visionários) dos municípios de Pombal, Tomar, Sobral de Monte Agraço, Alcobaça, Lisboa, Moita e Barreiro, sob a coordenação de um mediador municipal. 

O projeto europeu A Manual on Work and Happiness organizou 5 residências artísticas coordenadas pela mala voadora que deram lugar a cinco espetáculos de teatro participativo no Montijo, em Alcobaça, em Lisboa, em Patras (Grécia) e em Pergine (Itália). O projeto, que contou com o apoio do programa Europa Criativa, terminou em outubro com uma conferência sobre práticas artísticas participativas na Biblioteca de Marvila, na qual se estreou o documentário realizado por Elena Goatelli e Ángel Esteban. O principal legado do projeto, O MANUAL (The Manual), já está disponível para download gratuito. É livre de direitos de autor e tem como objetivo inspirar artistas, companhias de teatro e grupos amadores a descarregarem os materiais e criarem a sua própria versão do espetáculo.

O projeto Odisseia, na sua terceira e última fase, organizou a formação Do filme à música em seis municípios e o resultado foi a criação de seis curtas escritas, filmadas, interpretadas, montadas e musicadas ao vivo pelos jovens participantes. Esses pequenos filmes foram depois compilados numa longa-metragem intitulada Curtas-Migratórias, que será exibida com música ao vivo no evento Isto é Partis, em janeiro de 2019. O filme Histórias em Viagemde João Bento, que retratava o processo criativo do espetáculo de rua criado na 2ª fase do Odisseia, estreou nos municípios da Artemrede e foi apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian.

Depois de Alcobaça e Pombal, PATRI…KÊ? Visitas Extraordinárias por Guias Extraordinários chegou aos municípios de Abrantes e Alcanena. Este é um projeto apoiado pelo programa operacional Centro 2020, no qual os tradicionais guias turísticos são substituídos por alunos de duas escolas desses municípios, que organizam visitas patrimoniais abertas à comunidade.

Dois mil e dezoito foi também o ano em que 24 membros das equipas dos municípios associados frequentaram o curso Cultura e Desenvolvimento, que contou com a coordenação pedagógica de António Pinto Ribeiro e de Pedro Costa. Cultura e Desenvolvimento ancorou-se em duas grandes áreas (programação e mediação cultural; e a cultura como fator de desenvolvimento territorial) e organizou várias visitas de estudo.

A Artemrede marcou presença em vários debates e conferências nacionais e internacionais como o IETM – Porto, em abril, Culture 2030 – Is the Art Capital? em Eleusis (Grécia), no mês de novembro, ou ainda Make Culture, Make Europe em Turim (Itália), em dezembro.

Tudo isto aconteceu tendo como pano de fundo a revisão intercalar do Plano Estratégico e Operacional 2015-2020. O reajustamento de metas e novos objetivos a alcançar até 2020 encontram-se compilados num novo documento, que apresenta nove prioridades: 1) inscrever a cultura no centro das políticas governativas; 2) promover estratégias de desenvolvimento territorial; 3) aprofundar as práticas de cooperação; 4) desenvolver uma programação em rede de qualidade e inscrita no território; 5) crescer em número de associados e parceiros; 6) Alcançar a sustentabilidade económica; 7) comunicar de forma eficaz, acessível e abrangente; 8) implementar projetos de formação especializada e 9) internacionalizar a atividade.

Fechar 2018 significa também planear 2019. A programação em rede terá um foco na dança, no teatro de rua e na temática da igualdade de género. O Manobras regressará para a terceira edição no início do outono. Os grupos de Visionários continuarão a coprogramar a oferta cultural municipal e três novos projetos ganharão velocidade de cruzeiro: RESHAPE e Be SpectACTive! – ambos cofinanciados pelo programa Europa Criativa – e Meio No Meio, que conta com o apoio do programa Partis e com a direção artística do coreógrafo Victor Hugo Pontes.

 

foto: A Manual on Work and Happiness © - José Carlos Duarte 

Modificado emquarta-feira, 19 dezembro 2018 08:45