{"id":4421,"date":"2025-07-22T18:07:14","date_gmt":"2025-07-22T18:07:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.artemrede.pt\/?p=4421"},"modified":"2025-07-22T18:10:16","modified_gmt":"2025-07-22T18:10:16","slug":"primeira-paragem-as-marias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.artemrede.pt\/en\/2025\/07\/22\/primeira-paragem-as-marias\/","title":{"rendered":"Primeira paragem: As Marias | Andresa Soares"},"content":{"rendered":"<h1>\n\t\tPrimeira paragem:  As Marias | Andresa Soares\n\t<\/h1>\n<h5>\n\t\tClaudia Galh\u00f3s (texto), Pedro Jafuno (imagem)\n\t<\/h5>\n\t<p>Vers\u00e3o audio dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/0wNzFUCKEgfWWE5KgzUMHd?si=uu1dB3B_Q82eD7Ur1tZN2w\">aqui<\/a> no Spotify (voz de In\u00eas Bernardo)<\/p>\n<hr class=\"wm-divider type-line\" \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-scaled.jpg\" alt=\"marias-13\" itemprop=\"image\" height=\"1707\" width=\"2560\" title=\"marias-13\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n\t<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><b>Uma jornalista e um fot\u00f3grafo em viagem<\/b><\/em><\/p>\n<p><em>A Artemrede lan\u00e7ou o desafio \u00e0 jornalista Claudia Galh\u00f3s e ao fot\u00f3grafo Pedro Jafuno de seguirem os processos criativos que constroem as coprodu\u00e7\u00f5es 2024-2025. Durante dois anos seguem os artistas, comunidades, grupos e situa\u00e7\u00f5es, escrevendo textos, registando sons, cristalizando olhares. Um trabalho autoral agora publicado em texto, imagem e som.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><i>Ninho das Artes, Portela\/Outurela (Oeiras), 9 e 10 de Julho de 2024,\u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong><i>[Projecto: &#8220;Ensaio dirigido a&#8230;&#8221; de Andresa Soares]<\/i><\/strong><\/p>\nVamos ter com as Marias.<br \/>\nFoi apenas isto que me disseram. Sabia pouco mais.\u00a0\nCombino aproveitar a boleia de carro com a Andresa, que est\u00e1 por uma semana a mediar encontros com um grupo, chamado Marias. As Marias. Elas s\u00e3o mulheres, na sua maioria migrantes, que vivem no concelho de Oeiras. Vamos juntas e aproveito para ficar a saber o que tem acontecido.<br \/>\nA associa\u00e7\u00e3o que as acolhe fica no r\u00e9s-do-ch\u00e3o de um recanto do bairro 18 de Maio, para os lados de Carnaxide, em Portela\/Outurela.\u00a0\n<p>A Andresa j\u00e1 conhece.\u00a0<\/p>\nJunto-me a elas no terceiro dia de partilha de pr\u00e1ticas art\u00edsticas. E, como aconteceu com a Andresa, tamb\u00e9m eu me apaixono.<br \/>\nNem todas t\u00eam Maria no nome, mas ali n\u00e3o entram Man\u00e9is. A n\u00e3o ser de vez em quando. Em dias de festas ou almo\u00e7aradas.<br \/>\nAo primeiro encontro v\u00eam os abra\u00e7os, os olhos carregados de vidas dif\u00edceis que se iluminam para nos acolher. Mas nem todas se abrem logo \u00e0 chegada. Pelo menos \u00e9 o que sinto. Algumas permanecem guardadas no seu sil\u00eancio, numa aparente timidez ou num n\u00e3o querer dar confian\u00e7a logo \u00e0 partida. Foi um equ\u00edvoco de primeiras impress\u00f5es.<br \/>\nNos primeiros desafios lan\u00e7ados pela Andresa, nenhuma se retrai. Poucos minutos passados, misturam-se os exerc\u00edcios do workshop da Andresa, com detalhes e partilhas das vidas delas. Est\u00e1 tudo ligado. E \u00e9 tudo feito com muito cuidado.\n<p>Somos mundos diferentes que nos encontramos ali por uns dias.\u00a0<\/p>\nA Andresa j\u00e1 me tinha falado de como elas, quase sem excep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tiveram quem lhes ensinasse que podiam sonhar ser diferentes de quem s\u00e3o. Poderem ter outra profiss\u00e3o, exigir mais para si.<br \/>\nTinham trocado perguntas e respostas no dia anterior. Aos poucos, devagarinho, com gentileza, a Andresa foi experimentando que elas lhe dessem um repert\u00f3rio de palavras, frases, viv\u00eancias, gestos, posi\u00e7\u00f5es, movimentos, em retorno a perguntas que lhes fazia ou jogos que lhes propunha.\u00a0\n<p>\u00c9 nestes casos que o trabalho da arte, da arte viva, \u00e9 um trabalho delicado e fr\u00e1gil de viagem ao maravilhoso mundo vulner\u00e1vel de outras pessoas. \u00c9 necess\u00e1rio agir com delicadeza e meiguice. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel que nessas andan\u00e7as e dan\u00e7as, de corpos e de palavras, haja riso e ternura. E seja justo para todas as pessoas envolvidas. \u00c9 um equil\u00edbrio muito prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>Houve muito riso. Houve muita ternura.<\/p>\nDesses dias, a Andresa preservou algumas frases que escutou delas, com anonimato e sem saber ainda se e como as ia usar mais tarde, fosse no espect\u00e1culo ou em qualquer outro contexto. Acabou por usar na partilha aberta que fizeram no final da semana.<br \/>\nQuando abri o documento que partilhou comigo, reencontrei ali a imensid\u00e3o de do\u00e7ura e desconsolo que me eram familiares algumas daquelas viv\u00eancias partilhadas, e que a Andresa compilou numa sucess\u00e3o de frases iniciadas por &#8220;Algu\u00e9m disse&#8221;. Nesse registo de mem\u00f3rias comuns, enunciavam-se as lembran\u00e7as daquelas mulheres, quem s\u00e3o, quem foram. Muitas delas reconheci. Tamb\u00e9m as tinha ouvido dizer.\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-48-scaled.jpg\" alt=\"marias-48\" itemprop=\"image\" height=\"2560\" width=\"1707\" title=\"marias-48\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-43-scaled.jpg\" alt=\"marias-43\" itemprop=\"image\" height=\"2560\" width=\"1707\" title=\"marias-43\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n\t<h3><b>Talvez seja mentira. Talvez seja verdade.<\/b><\/h3>\n<p>Com o computador aberto,\u00a0<\/p>\nLi:<br \/>\n&#8220;Algu\u00e9m disse: O meu corpo est\u00e1 todo prendido.&#8221;\nLi:<br \/>\n&#8220;Algu\u00e9m disse: Tive um acidente quando tinha 9 anos e fiquei com uma perna torta. Mas com 50 e tal um m\u00e9dico colocou-me uma pr\u00f3tese \u00e0 martelada. Quase morri mas a perna ficou direita.&#8221;\nLi:<br \/>\n&#8220;Algu\u00e9m disse: Quando punha a saia de baixo rodada, com goma de mandioca, os rapazes ficavam loucos. Mas eu n\u00e3o conhecia homem. Eu s\u00f3 via homem ao domingo e ia para casa.&#8221;\nLi:<br \/>\n&#8220;Algu\u00e9m disse: Quando tinha 18 anos tive sete namorados mas s\u00f3 gostava de um, o pai dos meus filhos que, coitado, j\u00e1 est\u00e1 na terra da verdade. E ent\u00e3o fugi com ele para a casa dos pais dele.&#8221;\nEsta lembro bem de ouvir a Alzira, que depois soube que tinha o apelido de Ayoobmia, contar a todas, para logo a seguir, com um olhar maroto, recompondo a sua hist\u00f3ria, desdizer tudo a rir, &#8220;\u00e9 mentira, n\u00e3o tive nada&#8221;. Parecia uma crian\u00e7a feliz a brincar ao faz-de-conta.<br \/>\nTalvez seja mentira. Talvez seja verdade.<br \/>\nTrago comigo muitos abra\u00e7os e risos trocados com a Alzira e com cada uma daquelas mulheres.\u00a0\nLi:<br \/>\n&#8220;Algu\u00e9m disse: A minha madrasta ensinou-me que a mulher n\u00e3o deve andar com passo de cabra. A mulher que anda com passo de cabra n\u00e3o presta. A mulher tem de andar com passo de vaca.&#8221;\nEsta tamb\u00e9m me lembro bem. Foi j\u00e1 no final de um dos encontros, naqueles momentos deliciosos em que vamos adiando as despedidas e deixamo-nos ficar a trocar mais umas hist\u00f3rias e a Fil\u00f3, diminutivo carinhoso de Filomena, se soltou e p\u00f4s-se a ir a outros tempos, arrancar do fundo do ba\u00fa da mem\u00f3ria hist\u00f3rias de uma jovem Fil\u00f3 que tentava sempre fugir \u00e0s proibi\u00e7\u00f5es do pai e arranjar maneiras criativas de se pintar e encontrar com rapazes. Sem que ningu\u00e9m desse por isso. Mas davam. E ela levava um raspanete e ordenavam-lhe que limpasse a cara do merc\u00fario, que era o que tinha para dar uma corzinha ao rosto, e ir direto para casa.<br \/>\nA Fil\u00f3 \u00e9 um amor. Faz-nos rir muito. Mas nem sempre \u00e9 assim. O rosto passa por muitas express\u00f5es, vai-se mudando, \u00e0s vezes quase rindo, outras a evitar uma l\u00e1grima. Foi o que aconteceu, no jogo das est\u00e1tuas, quando contou que ficou \u00f3rf\u00e3 aos 11 anos, que o pai demorou 14 dias a dizer-lhe a ela e ao irm\u00e3o que a m\u00e3e tinha morrido.\u00a0\n\u00c9 ela que recordo AGORA como se estivesse a falar AGORA.<br \/>\n&#8220;A minha m\u00e3e n\u00e3o deixava o meu pai bater e eu pedi de cora\u00e7\u00e3o que o meu pai morresse, mas o meu pai n\u00e3o morreu. O cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o mata.&#8221;<br \/>\nSe houvesse tempo, estou certa que a Fil\u00f3 precisaria de dias ou meses para contar as muitas hist\u00f3rias da sua vida. E em algumas \u00edamos rir. Noutras tentar\u00edamos conter l\u00e1grimas.\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-8-scaled.jpg\" alt=\"marias-8\" itemprop=\"image\" height=\"1707\" width=\"2560\" title=\"marias-8\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-7-scaled.jpg\" alt=\"marias-7\" itemprop=\"image\" height=\"1707\" width=\"2560\" title=\"marias-7\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-4-scaled.jpg\" alt=\"marias-4\" itemprop=\"image\" height=\"1707\" width=\"2560\" title=\"marias-4\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Elas s\u00e3o muitos mundos ali a conviver<\/b><\/h3>\n<p>Neste encontro-partilha-trabalho com a comunidade, numa sess\u00e3o que consta do in\u00edcio do levantamento de materiais para o projecto &#8220;Ensaio dirigido a&#8230;&#8221;, a Andresa fez com elas: uma lista de coisas de que estavam fartas; uma lista de hist\u00f3rias individuais; agrupou duas a duas para se reconhecerem pelo toque, de olhos fechados; comp\u00f4s com a imagina\u00e7\u00e3o delas est\u00e1tuas colectivas; criou duos em que uma esculpe a outra no centro do c\u00edrculo humano, desenhando uma posi\u00e7\u00e3o ao seu gosto &#8211; onde apareceram muitas figuras de santas; escreveram cartas ao corpo que depois leram para todas; fizeram jogos de viv\u00eancia de grupo e de consciencializa\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. No final, elas ainda nos ensinaram uns passos de funan\u00e1.\u00a0\u00a0<\/p>\nO grupo chega a ter 50 mulheres reunidas. Nestes dias, apareceram uma m\u00e9dia de 30. O teatro, a dan\u00e7a, os jogos&#8230; tudo foi recebido como uma festa. De cada uma, trago uma lembran\u00e7a, uma ternura, uma afli\u00e7\u00e3o, uma malandrice. Nenhuma nos deixou indiferentes. Trago essas mem\u00f3rias ainda coladas ao corpo, nos abra\u00e7os que demos. Como a Fernanda que partilhou a vergonha que tem de uma particularidade de uma parte do seu corpo. N\u00e3o reproduzo aqui, n\u00e3o quero trair a confian\u00e7a.<br \/>\nUltrapassamos a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o quando as l\u00ednguas que dominamos n\u00e3o s\u00e3o as mesmas, como \u00e9 o caso da Maria da Concei\u00e7\u00e3o, que fala crioulo. A Ambrosina traz o rosto todo aberto num sorriso quente. \u00c9 muda. N\u00e3o fala, quer participar em tudo, e \u00e9 a primeira a levantar-se para nos ensinar o funan\u00e1.<br \/>\nElas s\u00e3o muitos mundos ali a conviver. Algumas at\u00e9 j\u00e1 foram a Cabo Verde em grupo. Uma viagem hist\u00f3rica, em que puderam revisitar o pa\u00eds de onde vieram e j\u00e1 n\u00e3o conheciam.\u00a0\nAs Marias s\u00e3o mulheres de vidas duras. T\u00eam a aus\u00eancia, a dist\u00e2ncia, a dificuldade, a saudade e a solid\u00e3o carregadas nas m\u00e3os e nos rostos.<br \/>\nAs Marias s\u00e3o mulheres de vidas com o cora\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os. T\u00eam a meiguice, a bondade e a do\u00e7ura a transbordar nas m\u00e3os e nos rostos.\u00a0\n<p>Elas s\u00e3o a Maria dos Santos, a Maria dos Anjos, a Antonina Varela, a Filomena Correia, a Catarina Barroqueiro, a Isabel Borges, a Fernanda Sousa, a Maria Lu\u00edsa, a Isabel Mendes, a Maria de F\u00e1tima, a Maria Fernanda, a Maria Concei\u00e7\u00e3o, a Maria Balula, a Rosa Viegas, a Eduarda Sanches e a Maria da Concei\u00e7\u00e3o Varela. E s\u00e3o muitas mais.\u00a0\u00a0<\/p>\nElas v\u00e3o \u00e0 praia juntas. Algumas nunca tinham pisado a areia. Foram pela primeira vez \u00e0 praia nestas actividades.<br \/>\nElas dan\u00e7am, cantam, t\u00eam (ou tinham) aulas de gin\u00e1stica, trabalhos manuais, alfabetiza\u00e7\u00e3o, conv\u00edvios.\u00a0\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-45-scaled.jpg\" alt=\"marias-45\" itemprop=\"image\" height=\"1707\" width=\"2560\" title=\"marias-45\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>\n<p>Este &#8220;Ensaio dirigido a&#8230;&#8221; \u00e9 uma obra com desdobramentos. Andresa est\u00e1 a construir seis vers\u00f5es diferentes, para comunidades ou com objectivos diferentes &#8211; uma, por exemplo, poder\u00e1 ser para crian\u00e7as &#8211; e v\u00e3o sendo estreadas ao longo do tempo. Uma proposta art\u00edstica que se vai alimentando e formulando atrav\u00e9s da viv\u00eancia de fases de pesquisa que passam por encontros, oficinas, escrita e grava\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O que \u00e9 que a Andresa vai fazer com estes materiais? De que forma eles v\u00e3o surgir na obra performativa? Ser\u00e1 que v\u00e3o surgir? O que significa para estas mulheres esta partilha? O que significa esta partilha para um projecto art\u00edstico que, quando estrear, ter\u00e1 provavelmente apenas um eco long\u00ednquo de algo t\u00e3o especial que aconteceu?\u00a0<\/p>\n<p>Ficam algumas perguntas. Levantam-se muitas mais. E a promessa de continuar a viagem, no desejo de mais encontros.\u00a0\u00a0<\/p>\n\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/plugins\/beaver-builder-lite-version\/img\/pixel.png\" alt=\"\" itemprop=\"image\" onerror=\"this.style.display='none'\"  \/>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"entry-summary\">\n<div class=\"entry-summary\">\nA jornalista Claudia Galh\u00f3s e o fot\u00f3grafo Pedro Jafuno seguem as coprodu\u00e7\u00f5es Artemrede 2024-2025. Na primeira paragem, conhecem o grupo As Marias, com quem a artista Andresa Soares trabalha na fase de investiga\u00e7\u00e3o para o seu trabalho &#8220;Ensaio Dirigido A&#8221;.\n<\/div>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/en\/2025\/07\/22\/primeira-paragem-as-marias\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &ldquo;Primeira paragem: As Marias | Andresa Soares&rdquo;<\/span>&hellip;<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.artemrede.pt\/en\/2025\/07\/22\/primeira-paragem-as-marias\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &ldquo;Primeira paragem: As Marias | Andresa Soares&rdquo;<\/span>&hellip;<\/a><\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":4422,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"templates\/no-intro.php","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[102,1],"tags":[],"class_list":["post-4421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-institucional","category-sem-categoria","entry"],"aioseo_notices":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-scaled.jpg",2560,1707,false],"thumbnail":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-480x270.jpg",480,270,true],"medium":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-744x496.jpg",744,496,true],"medium_large":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-1200x800.jpg",1200,800,true],"large":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-1200x800.jpg",1200,800,true],"1536x1536":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-1536x1024.jpg",1536,1024,true],"2048x2048":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-2048x1365.jpg",2048,1365,true],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-18x12.jpg",18,12,true],"icelander-thumbnail":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-744x372.jpg",744,372,true],"icelander-square":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-448x448.jpg",448,448,true],"icelander-intro":["https:\/\/www.artemrede.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/marias-13-1920x1080.jpg",1920,1080,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"Bruno Castro","author_link":"https:\/\/www.artemrede.pt\/en\/author\/artred_bruno\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A jornalista Claudia Galh\u00f3s e o fot\u00f3grafo Pedro Jafuno seguem as coprodu\u00e7\u00f5es Artemrede 2024-2025. 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